Existem algumas unanimidades entre os leitores de KEN PARKER. O texto de Berardi é o melhor. O traço de Milazzo, incomparável. Rifle Comprido é especial por se tratar de uma pessoa comum. Igual a mim, a você, ao seu vizinho. Acerta, erra, se diverte, fica triste, enfim, vai levando a vida como todo ser humano. Talvez ele tenha vivido um número de aventuras maior do que todos nós, mas, se não fosse assim, não haveria motivos para se escrever sobre ele. O fato é que KEN PARKER é humano. Isso nos encanta e emociona. Agora vem a notícia de que Berardi e Milazzo vão por fim às aventuras do nosso amigo – pode ser assim?Desde que soube das intenções dos autores eu tenho me perguntado: se KEN PARKER é tão humano como cada um de nós, existe algo mais natural do que a sua morte? Eu queria que fosse o contrário, mas não teríamos que nos conformar, como acontece na vida real, por mais difícil que seja?
Queríamos que KEN PARKER fosse eterno? Neste caso, seria ele? Talvez alguém até queira aventuras do senhor KEN PARKER, sexagenário, sem tanta energia...Pode ser. Mas aí seria ele? Queremos o direito ou o avesso?
Alex Araújo, 40 anos, nasceu em Pará de Minas – MG -, onde vive até hoje. Descobriu KEN PARKER meio por acaso. Em 1986, recebeu, entre dezenas de exemplares de outras revistas, o episódio TERRAS BRANCAS. Demorou 06 meses para ler aquela aventura, desde então não parou mais. Durante anos viajou a Belo Horizonte semanalmente, percorrendo os sebos em busca dos episódios antigos.
Publicitário, é casado com Éricka e pai de Antonio e Enio (que por pouco não se chamou Kenneth). Viajou várias vezes a São Paulo para encontrar Milazzo. Nunca pára de ler as histórias. Começa no primeiro episódio, lê até o último e recomeça. Pelo menos uma história por semana. Definiu: “KEN PARKER muda a dimensão dos quadrinhos. KEN PARKER não é uma HQ. É muito mais que isso.”








































