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13 de março de 2009

Dash e KEN PARKER


Numa brincadeira despretensiosa, criei essa minha primeira tentativa de fazer piada... Não sei se logrei sucesso, mas o grande amigo e artista Bira Dantas, gostou da idéia e topou desenhá-la. O resultado vocês podem ver aqui.

Pelo menos a arte, sabemos que é sensacional...

Para ler mais sobre o parceiro do KEN nessa "aventura" cliquem, aqui!

Lucas Pimenta

14 de julho de 2008

CHEMAKO, o que não se lembra


CHEMAKO é a história em que seus autores definiram suas identidades! Temos um Milazzo com pinceladas rápidas e elegantes, não antes vistas em seus desenhos para KEN PARKER. Se compararmos as quatro primeiras edições, Milazzo ainda tem um traço mais firme e segue um estilo quase acadêmico, enquanto na 5ª edição ele começa a se soltar mais, o que levou a firmar esse estilo por toda sua carreira.


Alguns fãs do mestre afirmam que ele já tinha essa técnica antes, como por exemplo, Tiki. Todavia afirmo que Milazzo sempre foi o mesmo mestre nas aquarelas que realizou para suas capas, mas como quadrinista, a perfeição ele encontrou em CHEMAKO.


Já com Berardi, que teve em suas primeiras quatro historias belos roteiros, aqui ele se supera, com argumentos mais bem construídos e dividindo pela primeira vez os leitores entre o homem vermelho e o homem branco. E é essa dubiedade, que vai permanecer em toda série do personagem. Não tem como não ficar com raiva do ataque de Ottawa aos soldados logo no início da edição, contudo, acompanhando o dia a dia dos índios na aldeia logo se muda de pensamento. O escritor consegue com delicadeza, e grande maestria levar a história a um patamar único e com certeza “emocionar gerações”.Vamos à história:
Com a angustiante conclusão de HOMICÍDIO EM WASHINGTON (KP 04), o leitor ansiava pela edição seguinte, e me pergunto se muitos não tiveram medo de que aquele tivesse sido o fim do scout.


Porém a edição seguinte surgiu, e ela veio na forma de “CHEMAKO: Aquele que não se lembra”. No entanto, Berardi e Milazzo não entregam o jogo logo de bandeja, apenas algumas páginas depois é que encontramos KEN, desmemoriado, vagando sem destino pela floresta.


Contar detalhadamente toda a história foge ao meu escopo, mas é relevante saber que, em CHEMAKO, PARKER , sem memória, é adotado por uma tribo hunkpapa, após salvar o pequeno Theba do ataque de uma mãe ursa furiosa. No período em que vive com os índios, Rifle Comprido recebe o nome de Chemako, por não se lembrar de seu passado, casa-se com Tecumseh, a irmã do chefe Ottawa, e Theba passa a ser seu enteado. Na aldeia, também conhece Belle Mckeever, que mais tarde viria a se chamar, Kianceta, uma branca raptada pelos humkpapa, que acaba tornando-se esposa de Ottawa e que, no fim da história, passa a ser responsável por Theba, enquanto KEN, que após um delírio, lembra-se que foi Donald Welsh quem lhe deu o tiro quase fatal, que resultou na sua perda de memória, sai para caçar o bandido.
CHEMAKO é o tipo de narrativa que todos deveriam ter a chance de ler, prende o leitor do início ao fim, numa inesquecível e emocionante aventura marcada por amor, ódio, inveja, amizade e, sem a menor dúvida, esperança.

► CHEMAKO foi publicado no Brasil pela Editora Vecchi em março de 1979 e pelo CLUQ (Clube dos Quadrinhos), em 2001.


Lucas Pimenta

22 de junho de 2008


  • O CORREIO DO KEN PARKER circulou em apenas seis edições da coleção da Vecchi (KP 07 a KP 12), este faz parte do número 09 (CAÇADA NO MAR) e já vai para 29 anos. É uma página tão valiosa que não nos atrevemos a retocá-la, seria um desrespeito à saudosa editora, àqueles que lá trabalharam e aos leitores que dela participaram.
KEN PARKERBlog