11 de fevereiro de 2010

MAIS FORTE QUE A VINGANÇA
é um filme inspirador...
Por André Portocarrero


Convidado a escrever sobre este filme para o KEN PARKERblog, não podia deixar de enaltecer, logo de início, esta faceta do filme, como já tinha dito no Portal Texbr há algum tempo atrás, porque Jeremiah Johnson verdadeiramente é inspirador e tocante, mas o porque disso deixo para o final. Se alguém aqui ainda não sabe, foi importante para os quadrinhos mundiais, porque levou ao surgimento do nosso Ken Parker.


Cumpre-me destacar aqui que o material de divulgação do filme incluiu uma série de oito lobby cards, dos quais tenho sete, que ilustram esta matéria. Os lobby cards infelizmente não fazem mais parte da promoção dos filmes atuais, foram substituídos por esses monstrengos tipo diorama de hoje em dia, mas eram legais porque traziam cenas, antecipando e destacando partes da película, como se pode conferir.

No caso específico, fica mais nítido ainda o quanto foi “inspiração” para Ken Parker, quando vemos o personagem lá, desenhado nos lobby cards. Ficou fácil para Berardi e Milazzo. Eis a gênese gráfica e conceitual de nosso herói.Sobre a produção em si, nunca é demais lembrar que a direção é de Sydney Pollack, e, uma coisa que nunca tinha reparado, John Milius, diretor de Conan, o Bárbaro, é um dos roteiristas. Foi lançado em 1972.

Sydney Pollack faleceu em 26 de maio de 2008 e deixou uma lista de filmes de vários gêneros: Ausência de Malícia, Nosso Amor de Ontem, Três Dias do Condor, O Cavaleiro Elétrico (novamente com Robert Redford), A Firma e outros, que afianço, são "filmaços" e devem ser vistos.A história é baseada nos livros The Crow Killer (O Matador de Índios Crow), de Raymond Thorp e Robert Bunker e Mountain Man, de Vardis Fischer. O filme, de espetacular fotografia, nos apresenta Jeremiah Johnson, um ex-soldado logo após a Guerra contra o México, na fronteira sul dos EUA, que, desiludido com o mundo que vive, vai para as Montanhas Rochosas para tornar-se um caçador (mountain man), onde, apesar dos reveses e agruras descobre seu verdadeiro lugar no mundo e entra para as lendas da região, pois de caçado pelos índios, tornou-se caçador de índios. POÉTICO, BRILHANTE e outros adjetivos serão sempre poucos para este filme, que revejo de tempos em tempos.

Eu assisti pela primeira vez na minha pré-adolescência, numa madrugada na Globo. A versão em DVD trás a trilha sonora isolada num bonito Overture e mais uma passagem exclusiva da trilha sonora no Intermission. Pena que é tela cheia. Também as músicas são legendadas, o que é muito bom, porque a história é parcialmente contada nelas. Sempre gostei de cinema, o que herdei de meu pai, e faroeste sempre foi um dos principais da 7ª Arte, na verdade foi o tipo de filme que desenvolveu a indústria cinematográfica, mas entrou em decadência nos anos 60.


Então, o que chama tanto a atenção nesse faroeste diferente... Jeremiah Jonson, é diferente, não é convencional, mas é atual. Coloca o homem diante de dilemas e vicissitudes. Coloca o homem diante da natureza, enfrentando o seu pior e desfrutando do seu melhor. Exatamente como é o mundo de hoje. E, também nesse sentido, coloca o homem diante do homem.

Incursionando naquele mundo antigo da fronteira americana Sydney Pollack traçou um paralelo perfeito e cheio de sentimentos sobre aqueles tempos e o nosso mundo de hoje. Mais do que nunca estamos sendo forçados a compreender que somos parte da natureza, que temos que respeitá-la sob pena de sofrermos as conseqüências e, mais do que nunca, temos que nos respeitar como pessoas e como irmãos em que pesem nossas diferenças.

A cena final do filme é a medida dessa afirmação. É uma cena tocante que enaltece o que de melhor podemos trazer dentro da gente...o espírito fraterno. Me perdoem a pieguice e a pretensão, mas aquele Jeremiah Johnson lá, de mão estendida para seu irmão pele vermelha sou eu... e o índio é você, amigo, que está aí do outro lado. Que esse sentimento de irmandade não acabe! Vejo sempre... e sempre, me ajuda a não embrutecer... me ajuda a ainda ter confiança no próximo, apesar da vida que estamos levando...



André Guilherme Portocarrero - Cuiabá-MT. Nasceu em Campo Grande, no antigo Mato Grosso, antes da divisão em 1977. “Meu coração não se dividiu”, afirma. Casado com Ângela e pai de três filhos. Advogado e cursando Jornalismo. Betlemaníaco, cinólogo amador e colecionador de quadrinhos desde 1975. Admira na Nona Arte, entre vários outros: Hal Foster por Príncipe Valente, Will Eisner, Stan Lee, Berardi e Milazzo. Mantém os blog: www.pitbulleumaameaca.blogspot.com e www.fazer-alguma-coisa.blogspot.com, ainda em desenvolvimento.


Agradecemos ao André a amizade, as imagens dos seus preciosos lobby cards, seu texto e sua mensagem final. Que o Homem aprenda e pratique só erguer sua mão para saudar o seu próximo, a Mãe Terra e tudo que nela existe. Participe também do nosso blog, com seu texto, poema, poesia, desenho, pintura... enfim, como você manifesta em arte seu sentimento por Ken Parker.
Contanto: kenparker.blog@gmail.com




KEN PARKERblog

22 comentários:

AMoreira disse...

Por gostar tanto deste filme, e da identificação de Ken Parker com J.J. é que não me canso de perguntar, em tom de reclamação:
Porque Berardi e Milazzo mandaram K.P. para Boston???????
Não !
Ninguem precisa me responder!

João Guilherme de Lima disse...

Grande Irmão,
muito boa a abordagem do André sobre Mais Forte que a Vingança, ele não deixou duas pontas sem nó e foi mais além, se auto-proclamou Jeremiah Johnson e me chamou de índio (...risos...). Brincadeira, André, seu final foi brilhante, tanto que tentei, e acho que consegui, homenageá-lo.

Mas, amigos e amigas, que, ultimamente, são maioria nos comentários por aqui (estamos atentos e felizes)... vou levantar a maior polêmica, quero ser contestado e, em breve, vou provar minha tese com uma postagem.
Agora, porém, só vou dizer que, Berardi buscou inspiração em Jeremiah Johnson para criar Ken Parker (isso todos sabem), Ivo Milazzo usou-se da fisionomia de Robert Redford para compor o visual do nosso scout (isso também é do conhecimento de todos), as aventuras de Rifle Comprido, na sua primeira fase, estão cheias de referências (muitas para lá de explícitas) do filme em questão como de tantos outros, MAS todas as semelhanças acabam por aqui.
Afirmo e vou provar: Ken Parker e Jeremiah Johnson são opostos.

Abraço a todos.

Lucas Pimenta disse...

Enquanto o João, não prova a sua teoria... Deixo aqui meu abraço ao André.

Texto emocionante, escrito por alguém que ama o filme e consequentemente KEN PARKER!

Parabéns!

André Portocarrero disse...

Valeu irmãos...eis a prova do quanto a rede mundial é uma importante ferramenta de aproximação. Como tudo na vida, tudo depende de como usamos.
E quero ver a prova desse teoria do JOGUL, mas como um bom fã de Sherlock Holmes acho que matei este enigma...mas na essência ainda são iguais...ainda penso.

João Guilherme de Lima disse...

Olá André,
você conhece o Sherlock Holmes de Berardi & Trevisan? É soberbo.
Os estilo e técnica apurada de Giorgio caem, perfeitos, como luva no universo de Holmes. Na minha opinião, ele se sai melhor com o "filho famoso" de Conan Doyle do que com Rifle Comprido e Júlia... com esta, é um desastre (e isso também posso provar - risos).

Abraço!

André Portocarrero disse...

Caro JOGUL...registro aqui a beleza de montagem que vc fez neste post. Eu..frente a frente com Jeremiah...quem diria...obrigado!
Não conheço o Sherlock que vc falou...vou fuçar no GOOGLE IMAGENS agora mesmo...

André Portocarrero disse...

Trevisan arrebentou com o seu Sherlock. O tenho por grande artista. Inegável. Acho que ele vai bem com o Ken Parker, um dos melhores. Traço refinado.

João Guilherme de Lima disse...

Trevisan é um grande artista.
Saiu-se muito bem com Ken Parker. OS PIONEIROS é, no título, sua obra-prima (gosto pessoal). Mas ficou muito difícil, quase impossível, para os desenhistas que trabalharam na Saga (principalmente nas primeiras 59 edições - as que realmente valem) substituir, mesmo que por um ou dois números seguidos, Ivo Milazzo. Era terrível abrir um número da Vecchi e dar de cara com Bruno Marrafa, Alessandrini, Sergio Tarquinio, Renato Polese... e Trevisan. E fora de Ken Parker Alessandrini arrebentaem Martin Mystère, Trevisan com Holmes... Renato Polese é fantástico...

Entre Ivo Milazzo e Giorgio Trevisan, tendo como referência Ken Parker, existe todo um universo... estilos, técnicas, tempo de narrativa gráfica totalmente diferentes... Tanto que Berardi os reuniu para contar dois lados de uma mesma história, aliás, foram duas experiências: UM PRÍNCIPE PARA NORMA (Cluq) e O GRANDE ESPETÁCULO (Mythos).

O único desenhista para quem não torci o nariz (até gostei de vê-lo em Ken Parker) foi Renzo Calegari,
pena que só desenhou algumas páginas de A LONGA PISTA VERMELHA.

Abraço!

Cervantes disse...

Caro Jogul, desculpe-me, Ivo Milazzo é uma unanimidade (para mim também), mas como diz o poeta toda unanimidade é burra (risos)... Dizer que era "duro ver Sergio Tarquinio nos gibis da Vecchi", hummm... é inaceitável. Tanto ele como Renzo Calegari desenharam magistralmente para Storia del WEST (nossa querida Epopéia Tri), e causa-me fascinio suas obras...Tenho amigos que amam seus tons claro escuro, os cavalos magníficos... Mas opiniões são subjetivas, e vale mesmo é o espaço e a proposta democrática do Blog para isso...
Em tempo, parabéns ao André pela matéria!

André Portocarrero disse...

Ratifico "in totum". Ken Parker é um excelente exemplo de o quanto a 9a arte (quadrinhos) é, por assim ser, um inegável ramo da cultura. Em que pese o desenho por vezes oscilante, inclusive considero que o próprio Milazzo evoluiu muito ao longo dos nos e dessa saga, para uns até "involuiu", mas, reconheço que o argumento, associado a arte gráfica nos apresenta verdadeiras obras literárias. Sorte de quem consegue ver isso e desfrutar do que nos proporciona.

João Guilherme de Lima disse...

Cervantes meu caro,
releia meu comentário. Ele se limita a Ken Parker, mais precisamente a sua primeira fase, a genialidade de seu criador gráfico e o meu desagrado ao me deparar com outros desenhistas substituindo o Mestre. Ainda tive o cuidado de destacar o trabalho de Alessandrini em Martin Mystère, Trevisan em seu Sherlock Holmes, elogiei Polonese (embora não tenha mencionado A História do Oeste, Bella & Bronco, Nick Raider e toda a sua brilhante carreira) e estão lá as reticências,que incluem Marrafa, Tarquinio, Cianti, Monti, Ambrosini, Casertano e respectivas obras.

Hoje, depois de reler várias e várias e várias vezes cada episódio, posso apreciar o Ken Parker de cada um desses desenhistas, pos já não sofro o impacto de não ver Milazzo à frente da história. Hoje, prefiro rever OS PIONEIROS (Trevisan), ou BUTCH, O IMPLACÁVEL (Marrafa) a OS CAVALHEIROS/OS REVOLUCIONÁRIOS (Milazzo).

Aqui você vai encontrar uma postagem dedicada a Sergio Tarquinio e a seus belos cavalos

http://kenparker.blogspot.com/2008/08/tarqunio-belos-cavalos-para-parker-essa.html


Quanto a Nelson Rodrigues, nunca gostei da sua obra, mulher não é só uma vagina carente e todo homem não é um pervertido. Era inteligente, se consagrou agredindo uma sociedade hipócrita, incapaz de assumir sua própria masturbação mental, com suas histórias machistas. O homem era tão sabido que ofendeu os seus comuns, que o aplaudiram e consagraram. Prefiro Plínio Marcos, aborda quase que os mesmos temas, mas de forma sutil. Plínio é um anarquista. Nelson, um boçal.

Estou expressando minha opinião, sem a menor intenção de ser desagradável.

Abraço!

Cervantes disse...

Concordo, Jogul. Também não gosto de Nelson Rodrigues - conservador direitista-, apenas o citei esporadicamente, embora aquela frase tenha alguma coerencia... Quanto a Ken Parker, vou mais longe, pois já te disse uma vez (e também não quero ser desagradável...) o que penso: há um culto desmedido entre Berardi e Milazzo! Creio piamente que o personagem existiria(ainda que sem o mesmo primor), SEM a arte de Milazzo, mas tenho profundas dúvidas sobre o INVERSO...
Cultua-se demais Milazzo (e eu sou uma dessas "tietes alucinadas", pois compro quase tudo que ele desenha ou autografa aqui e no e.bay.it, - sem bichice, he he he), enquanto todo o roteiro e o explendido argumento SEMPRE partiram de Berardi...Este sim, um existencialista, a agua da fonte, um humanista!
Falar isso aqui, no teu BLOG, é como ir ao Vaticano e xingar o papa de gay...Vai haver ranger de dentes...Mas não estou criticando Milazzo, pois seria uma heresia, contudo se trata apenas de rever conceitos. E provo: abrir Sicario (57) e ver Sergio Tarquino esmirilhando na cidade de Boston é formidável!!!!!! Parem de ficar esperando a volta do messias tipo "ho, ele está voltando..." Bah, que ele volte, sim, tomara, claro, mas sem Berardi não há Ken Parker!!!Jamais haveria...
Ocorre que as pessoas se apegam fortemente à imagem, e nisso Milazzo é imbatível. Mas a mente foi feita para pensar, e o meu sentimento é assim. Não adianta ficar torcendo o nariz para esse ou aquele desenhista, com Berardi escrevendo Ken Parker até o Tio Patinhas desenha...
Bom, Jogul e colegas, desculpe-me pela polêmica.
Andre, dou graças ao Jogul, pois atraves do Blog de Ken que conheci os teus, como o do pitbull uma ameaça.Parabéns, também, meu caro!

André Portocarrero disse...

Belas argumentações tanto do JOGUL quanto do Cervantes...espero que não vire um debate tipo STAN LEE X JACK KIRBY...este último, infeizmente um gênio amalucado.
Quanto a luta denunciando a inviabilidade do PITBULL como animal de estimação, agradeço o reconhecimento...porque ela é árdua amigo...LEIA O PRIMEIRO POST DAQUELE BLOG.

Cervantes disse...

Antes que me dacapitem, o negócio do Tio Patinhas é apenas provocação...ha ha ha Nas 10 melhores histórias de Ken Parker, eleita pelo leitores italianos, divulgados no site da Ubc Fumetti, em 9 delas os desenhos foram de Milazzo. Ou seja, Berardi precisou, e muitíssimo, do mestre Milazzo para exprimir e dar forma à sua arte de argumentista...é como um bom time, que se conjuga melhor com um grande treinador! O ideal será sempre os dois juntos, óbvio.
Quero apenas me redimir da má explanação e ratificar que amo Milazzo (duvido que haja outro fã ardoroso), sim, mas que não foquem apenas a arte dos desenhos, esquecendo-se do outro lado da verdadeira ALMA de Ken Parker, Berardi, o humanista.


Abraços.

JoguL disse...

Cervantes,
Deixemos Nelson Rodrigues para os vermes da memória, que aqueles que consumiram seu cadáver já se banqueteiam em outros defuntos há muito... Vamos ao que interessa:

1- Aqui no KEN PARKERblog, com respeito ao próximo leitor e coerência, todos pode defender suas idéias.

2- Palavras de Giancarlo Berardi ao Universo HQ: "...Ah, eu fazia tantas coisas... A natureza foi generosa comigo, por ter me dado muitos talentos. Eu gostava de cantar, compor músicas, recitar, desenhar, de cinema. Depois, conheci Ivo (Milazzo) na escola. Nós dois gostávamos de quadrinhos. E como ele desenhava melhor do que eu; e eu escrevia melhor do que ele, resolvemos nos unir e ...".

http://www.universohq.com/quadrinhos/2007/entrevista_berardi.cfm

3- Minha opinião: Enquando dupla, enquanto Berardi & Milazzo, foram fantásticos, geniais, perfeitos. Em Ken Parker e em tudo mais que produziram no período 1974 - 1996 (ano em que deixaram de trabalhar juntos - veja na entrevista ao Universo HQ).

Abraço!

Cervantes disse...

Sim, Jogul. Aquela história do Tio Patinhas foi pura provocação ha ha ha. Basta entrar no site UBC Fumetti e verificar que das 10 melhores histórias de Ken Parker, eleitas pelos leitores italianos, em 09 aparecem os desenhos de Milazzo. Ou seja, Berardi precisou e muitissimo da arte de Milazzo para exprimir todo o seu potencial de argumentista... Exagerei nas colocações, apenas para realçar a alma de Ken Parker, Berardi - que também conseguiu certo êxito com outros desenhistas, sim, porém nunca iguais a Milazzo.
Mil desculpas, assunto encerrado.

Lucas Pimenta disse...

Só deixando meu pitaco.

Eu acredito que Ken Parker não existiria sem a dupla. Não estou negando a verdadeira essência de Ken Parker, que é a visão humanista de Berardi, mas acredito que escritores criam suas obras para determinado ilustradores, e Berardi que já tinha trabalhado com Milazzo antes, criou o Ken Parker do jeito que é, para a arte de Milazzo.
É o que já disse para o João, a simbiose perfeita!!
Quando Ken virou uma série regular e surgiu a necessidade de outros artistas na série (afinal Milazzo é rápido mais não é flash... risos), Berardi adaptou-se para fazer histórias para os devidos artistas já mencionados acima por vocês...
Porém criou Ken, repito, para que Milazzo o desenha-se, e por isso Ken é o que é!
Afinal, quando outro artista, desenhou Ken pela primeira vez, Berardi já tinha criado toda a essência do que Ken Parker era e viria a ser.
E se não me engano, corrijam-me se estiver errado, foram feitas para Milazzo também, as principais histórias, que de algum modo acrescentaram mais ainda a mitologia do personagem, e as que são consideradas mais emocionantes (por isso a lista italiana...) cito algumas dela, que vou me referir a histórias feitas após Sangue nas Estrelas, do Alessandrini:
1- A balada de Pat O'Shane
2- Homens, animais e heróis
3- Lily e o caçador
4- Lar doce Lar
5- Adah
6- Greve

e vou ficar por aqui, afinal estou no trabalho, deveria trabalhar, risos...

Só pra não deixar de citar, vejam também episódio 29, o Magnífico Pistoleiro, que mesmo com a participação de Cianti, há ali, Milazzo!

JoguL disse...

Cervantes,
você não tem que se desculpar por manifestar aquilo que pensa.

Abraço!

André Portocarrero disse...

Tarquino é um refinado...detalhista...superdetalhista...os cavalos são a prova disso...o ambiente...a mobília...os pormenores muitas vezes desprezados, enfim. Melhor que muitos artistas que trabalharam com KP e de lugar certo na história dos FUMETTI. Mas reconheço personagens parecem BONECOS..

Lucas Pimenta disse...

Um dos grandes defeitos, de todos os outros desenhistas de KP, que não o Milazzo, foi o cabelo de Ken...

Para mim, nenhum deles conseguiu fazer um cabelo, digamos, decente!!!

Cervantes disse...

Sim, Jogul. Confesso que "travei" um pouco (sabe como ´e quente o sangue espanhol...) quanto ao mal entendido sobre Sergio Tarquinio, de quem sou fã incondicional desde meus parcos 10 aninhos (idos de 1982, puxa, faz tempo...), quando devorava Epopéia Tri. Aliás, o Ken desenhado por Tarquinio até me lembrava Pat Mac Donald, já repararam?

Lucas, teu comentário bate com o que penso, bom baiano, daí eu inclusive ter citado a lista italiana - que não é conclusiva, mas indicativa. A presença de Milazzo em 9 das 10 melhores é significante...Abro o leque e digo: para mim, Milazzo é top em 13 ou 14 das 20 melhores, de Rifle Cumprido a Faccia Rame.
Quanto ao pedido de desculpas, Jogul, é pelo respeito ao BLog, sejam aos seus competentes criadores, colaboradores ou inteligentes leitores, pois eu já estava me tornando inconveniente, cara, tipo com "sangue no zoio" e a proposta do Blog, com certeza, não é essa...

E prometo que encerro de vez!!!

Cynthia Lopes disse...

Caraca! que legal lembrar desse filme, também assistido nas altas horas, na Globo. Com certeza uma grande inspiração para a elaboração de um personagem tão complexo como Ken Parker.
Muito bom,
bjs