31 de maio de 2008

Renzo Galegari





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30 de maio de 2008

ESQUADRINHANDO

Marko Ajdaric, responsável pelo Neorama dos Quadrinhos, a maior newsletter da Nona Arte do Mundo, agora está empenhado em um novo projeto totalmente voltado à educação. Trata-se do Esquadrinhando, o resumo do Neorama dos Quadrinhos para estudantes e educadores.
“No Neorama dos Quadrinhos, diz Marko, procuramos atingir os profissionais da Nona Arte, o que inclui quadrinhos, ilustração, humor de traço e cinema de animação, além dos assuntos mais próximos”. O Neorama dos Quadrinhos foi criado em janeiro de 2005 e, diariamente, apresenta links de quadrinhos de todo o mundo, além de charges, tiras, e cartuns.

“No Esquadrinhando, continua Ajdaric, procuramos elencar as notícias por nós selecionadas que melhor podem aproximar a Nona Arte da escola. Mais de 80% do material sempre é em português, mas incluímos também algumas preciosidades em outros idiomas, que acreditamos úteis”.

O KEN PARKERBlog, diante de iniciativa tão nobre, não pode ser omisso. Portanto, é importante que você divulgue essa idéia. Nas palavras de Marko Ajdaric, “não esqueça, para que esse projeto vingue, é fundamental que você inscreva novos leitores” e aconselha: "Boa leitura".

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29 de maio de 2008

José Ortiz



  • Extraído de A CARAVANA DONAVER (KP 17 - Mythos).

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28 de maio de 2008







Salvador Messina, paulistano nascido em 1959, dono de um traço alegre, caricaturesco, topou o desafio de criar essa versão inusitada do Ken Parker, ops, Ran Parker!
Formado em Arquitetura e Comunicações na USP/SP, exerce atividades de ilustração e quadrinhos em trabalhos autorais e comerciais.
Foi co-autor em três curtas-metragens de animação, entre eles "Masp Movie". Trabalhou na TV Cultura, animando e ilustrando nas séries Rá-Tim-Bum e Castelo Rá-Tim-Bum.
Em quadrinhos, seu personagem mais conhecido é o Ran, já publicado em jornais como o Estadão (O Estado de São Paulo) e Jornal do Brasil (RJ) e revistas da Editora Abril, Editora Press e Editora Escala.
Atualmente o Ran está na "rede" em alguns blogs, entre eles:
http://fotolog.terra.com.br/universoran (onde faz cover's de super-heróis )
http://www.ran.nafoto.net/ ( humor com assuntos gerais )

Lucas Pimenta

27 de maio de 2008

Morre o diretor de Jeremiah Johnson

Aos 73 anos, cercado por parentes e amigos, Sydney Pollack, cineasta de Jeremiah Johnson, filme que inspirou Giancarlo Berardi e Ivo Milazzo a criarem o nosso KEN PARKER, faleceu na manhã de ontem, na Califórnia.

Nascido em 1º de junho de 1934, em Indiana, EUA, Pollack começou a filmar em 1965. Foram mais de 20 filmes e três indicações ao Oscar de Melhor Direção: A Noite dos Desesperados (1969), Tootsie (1982) e Entre dois Amores (1985), filme que lhe rendeu a tão cobiçada estatueta.

Com Robert Redford realizou Mais Forte que a Vingança (1972), Cavaleiro Elétrico (1978), Entre dois Amores e Havana (1990). A Intérprete (2005), com Nicole Kidman e Sean Penn, foi seu último trabalho como diretor. Pollack também foi ator.



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26 de maio de 2008

Tracce nel Vento (Rastos no Vento), pesquisa de Giancarlo Berardi e ilustrações de Ivo Milazzo, são as palavras e escritos dos índios da América. Essa seção foi publicada na primeira série de KEN PARKER (jun/1977-mai/1984) e republicada na KP Raccolta (jun/1984-jan/1986) e KP Serie Oro (mai/1989-ago/1994). Foram apenas 18 inserções, mas que deixaram saudades nos fãs de Rifle Comprido, pela simplicidade (e profundidade) de um código moral considerado primitivo.



FOI O VENTO
Foi o vento a dar-lhes a vida.
Agora é o vento
que sai das nossas bocas a nos dar a vida.
Quando cessar de soprar, morreremos.
Os rastos do vento estão impressos na pele
da ponta dos dedos; estes nos mostram
onde soprava o vento quando foram
criados os nossos antepassados.



EU E VOCÊ CAMINHAREMOS
Está escrito que eu e você caminharemos;
ao longo da via Láctea, caminharemos;
ao longo das trilhas floridas, caminharemos;
colhendo flores pelo caminho, caminharemos.



A Editora Vecchi publicou Rastos no Vento em sua Coleção KEN PARKER (nov/1978-ago/1983).



À MULHER AMADA

No céu, uma lua;
em seu rosto, uma boca.
No céu, tantas estrelas;
em seu rosto, apenas dois olhos.


João Guilherme

25 de maio de 2008

Renato Polese



Extraído de RAÇA SELVAGEM (KP 48 - CLUQ).
João Guilherme

24 de maio de 2008

Giorgio Trevisan



Extraído de OS PIONEIROS (KP 53 - CLUQ).

João Guilherme

23 de maio de 2008



Avventure in Acquarello é uma publicação de peso da Parker Editore e reúne as primeiras 59 capas de KEN PARKER. Arte inédita de Milazzo e apresentação de Giancarlo Berardi, "O meu amigo se chama Ivo e usa aquarela".

Lançada como complemento do nº 13 da KP Magazine (out/1993), em duas versões: luxo (edição limitada, apenas 500 cópias numeradas e autografadas pelos autores, colorida, 132 páginas, 22,8 X 36,5 cm, cartonada, acompanha box) e banca de jornal (colorida, 128 páginas, 21 X 29 cm, brochura).

Curiosamente, a versão mais simples, ainda como complemento da KP Magazine 13, só é distribuída em dezembro de 1993.






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22 de maio de 2008

Muita confusão na TERRA DOS HERÓIS

Duas versões da mesma morte, nossa postagem de ontem, tinha um objetivo: abrir espaço para o que vamos aqui abordar, uma verdadeira lambança que a Sergio Bonelli Editore (SBE) cometeu quando publicou e republicou A TERRA DOS HERÓIS (KP 12 – Mythos), esse marco na história das Histórias em Quadrinhos.

Não podemos isentar de culpa a dupla de autores, considerando que se trata de uma aventura ímpar, onde não há espaço para erro. Um único deslize em uma proposta ousada é porta aberta para reacionários.


Abaixo, as páginas 72, 73 e 74 de TRA LE BRACCIA DELLA NOTTE, edição 25 da KEN PARKER Magazine, fevereiro de 1995:





Agora as páginas 140, 141, 142, 143 e 144 da KEN PARKER Collezione 09 (LA TERRA DEGLI EROI), maio de 1997:







Está claro que os quadrinhos inéditos facilitam a compreensão do episódio e, de certo modo, modifica seu final.

Mas o problema não se revolveu, repare no comunicado publicado na 2ª capa do nº 10 da KEN PARKER Collezione (IL MARCHIO DEI McCORMACK), junho de 1997.



Feita a devida correção, temos:






A edição brasileira é cópia fiel da KEN PARKER Collezione, apresenta o texto O Segredo de Rifle Comprido, de Gianni di Pietro e a mesma numeração de páginas, o que facilita ao leitor da Mythos conferir o desacerto.

Mas a editora paulista tinha, também, que contribuir para uma derrapada geral e, não contente em repetir o erro da SBE, inverteu os últimos quadrinhos da página 146, pelamordiDeus!!



João Guilherme.

21 de maio de 2008

Duas versões da mesma morte

  • Capas das edições 24 e 25 da coleção KEN PARKER Magazine, respectivamente, distribuídas em janeiro e fevereiro de 1995. Duas obras-primas de Ivo Milazzo, representando a mesma mensagem: a morte. No entanto, lado a lado, se rejeitam, como opostas.

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19 de maio de 2008



  • Já faz tempo que não divulgamos a arte atrevida de Amoreira. Neste magnífico desenho a bico-de-pena, sua paixão, ele subverte a arte de Milazzo para INCÊNDIO EM CHATTANOOGA. Transforma um resgate em um momento de pura sensualidade, KEN PARKER é um gigante e aquela que ele salva, sua presa. As labaredas, o perigo, os bombeiros...apenas plano de fundo. À direita a capa de KP 22 (Vecchi/CLUQ). Fotos de Antonio Carlos Moreira são comuns por aqui. Sua arte, sua vida, sua alegria estão em uma bela entrevista que concedeu ao KEN PARKERBlog em 17 de março de 2008, vale a pena rever: http://kenparker.blogspot.com/2008/03/amoreira-arte-do-bem-viver-01-em-poucas.html

João Guilherme

18 de maio de 2008

Maurizio Mantero X Ilustre Anônimo



LAR DOCE LAR (2004) é o segundo cartonado de KEN PARKER lançado na Itália, França, Espanha e Portugal, concomitantemente. LILY E O CAÇADOR é a primeira experiência desse projeto editorial.




Novamente as cores não são de Maurizio Mantero, responsável pelo colorido de quase todos os episódios da KP Collana West, com exceção de RIFLE COMPRIDO, MINE TOWN e UM HÁLITO DE GELO, trabalho de Milazzo, autor das capas das duas edições.



Uma nota curiosa, o colorista que se ocupou do álbum lançado em maio de 2003, não teve seu nome divulgado nos créditos. Seu trabalho, segundo os críticos, é considerado inferior ao de Mantero. Confiram e decidam.


  • É importante ter em mente que a edição 20 da KP Collana West é de abril de 1987 e seu estado de conservação já não é dos melhores.

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17 de maio de 2008

METAMORFOSE



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16 de maio de 2008

A quem eu dou o meu rifle.




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15 de maio de 2008

Maurizio Mantero X Marco Soldi

O que o número 22 da KP Collana West (Edizioni L’Isola Trovata), distribuído em junho de 1987, formato 22 X 28 cm e o álbum de luxo, 23 X 30 cm, lançado em abril de 2004, pelas editoras Lizard (Itália), LIGNE D’OMBRE (França), Norma (Espanha) e Asa (Portugal) têm em comum? LAR DOCE LAR, 30º episódio de Rifle Comprido, texto de Berardi, desenhos de Milazzo.

E em que essas duas publicações diferem? Em suas cores!

A edição da Collana West recebeu as tintas de Maurizio Mantero, braço direito de Berardi, enquanto que o cartonado as pinceladas de Marco Soldi, capista oficial de Júlia. Qual o melhor trabalho? A melhor técnica? Isso é muito pessoal...nós, simplesmente, nos propomos a mostrá-los. Escolham.







  • As capas das edições são de Ivo Milazzo.

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14 de maio de 2008

Cabelos...mas a que preço?


Quase todos os meses, leitores de quadrinhos estão encontrando pequenos (ou grandes) deslizes em seus gibis preferidos: é o herói que, do nada, aparece sem o lenço no pescoço, um balão sem texto, um chapéu que surge quase por mágica, páginas espelhadas e aqueles lápsos de ortografia. Mas o erro faz parte do exercício do trabalho. Só não erra quem não põe a mão na massa, portanto, a perfeição é própria dos que não realizam.

Mas não estou aqui para defender uma tese banal, e sim para comentar uma falha gritante que ocorreu em SANGUE VERMELHO, KP 49 (episódio publicado pela Vecchi e CLUQ). Considerando que a SBE (na época Editoriale Cepim) não divulga o nome de possíveis arte-finalistas, vou creditar a derrapada a Sergio Tarquinio, desenhista da edição em questão. A pergunta é simples, Helmer Cohen, chefe da quadrilha que assaltava e chacinava comboios militares para roubar armas, era careca ou não?

Pelo menos na maior parte da história, quando não estava de chapéu, apresentava uma senhora calvície, até cinco páginas antes de desaparecer em um poço de areia movediça. Terá o pavor capacidade de fazer crescer, instantaneamente, cabelos? Esta é uma boa tese com que se preocupar! Bem, as imagens estão aí e não me deixam mentir...Não, não me refiro aos possíveis milagres do medo, mas a falha de Tarquinio, que desenha magníficos cavalos.



João Guilherme

13 de maio de 2008

Um desenho inédito de Frisenda

  • Pasquale Frisenda trabalhou com Berardi e Milazzo no Estúdio IEMME, ao lado de Giuseppe Barbati, Massimo Bertoloti, Goran Parlov e Laura Zuccheri. Participou dos números 02 a 19-20, 28 e 29 da KP Magazine e dos KP Speciale II nºs. 01 (I CON-DANNATI) e 04 (FACCIA DI RAME). Hoje, desenha Mágico Vento. Frisenda nasceu em Milão, em 08 de janeiro de 1970.

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12 de maio de 2008

MUITO ALÉM DO VELHO OESTE!

Dois comentários em nossa postagem de 1º de Maio, Dia do Trabalho, e aqui estou, novamente, falando de GREVE (KP 58). Disse o grande irmão Amoreira, “KEN PARKER trabalhando numa fábrica...Meu Deus tudo menos isso!!!!” De fato, um homem das montanhas nas ruas de Boston, participando de uma passeata de grevistas, reconheço, não faz parte de um bom faroeste.


O amigo Rafael se colocou no outro extremo: “E essa história é fabulosaaaaa”. Também tenho que concordar, essa aventura é fenomenal, a começar por sua capa (ver postagem de 13/01/2008).

KEN PARKER é um homem de hoje, com os problemas de hoje. Não tem nenhuma certeza, nenhuma segurança, vive dia após dia com seus próprios ideais, buscando ardentemente, desesperadamente, corajosamente e dolorosamente ser coerente”, assim Berardi define sua maior criação e foi isso que encontramos em toda a saga de Rifle Comprido: Um homem. Sensível, guerreiro, solidário, vingativo, apaixonado, desiludido, leal, incompreendido. Um homem de todas as partes do mundo e todas as épocas.

Berardi, simplesmente, não narra as aventuras de um americano nascido em Buffalo, Wyoming, em 1844, que passa a vida com seu rifle Kentucky e seu cavalo adestrado, convivendo com ursos, índios, soldados, bandidos, xerifes, dançarinas de saloon e doses de whisky.


KEN PARKER é uma releitura de parte da história dos Estados Unidos da América. Da extinção de um povo, condenado em nome de um progresso que passa pela revolução industrial, portanto, sim, nosso montanhês bem que podia estar em Boston, em 1880, participando de um movimento de reivindicações trabalhistas.

A genialidade da dupla Berardi e Milazzo vai ao extremo em GREVE ao abordar o tema trabalho-capital e suas consequências.

As ilustrações falam por si...no último quadro podemos localizar em uma multidão de operários Karl Marx (filósofo alemão, autor de O Capital), Fidel Castro (implantou o Socialismo em Cuba), Trockij (bolchevista, líder comunista), Lenin (um dos responsáveis pela Revolução Russa), Josef Stalin (ditador russo) e, segundo o livro KEN PARKER Lungo Fucile, de Puddu e Giordani, Mao Tsé-Tung (fundador da República Popular da China).



João Guilherme

11 de maio de 2008


9 de maio de 2008

Berardi, a arte de escrever roteiros.


Visando complementar nossa postagem de ontem, recorremos a trechos da entrevista concedida por Giancarlo Berardi (durante sua visita ao Brasil, como convidado especial do 5º FIQ - Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte), ao jornalista e editor-chefe do principal site sobre quadrinhos do país, Universo HQ (http://www.universohq.com/), Sidney Gusman e divulgada em 05 de novembro de 2007.

UHQ: No início da sua carreira, você publicou KEN PARKER pela Bonelli. Depois, teve sua própria editora. Qual foi a melhor experiência?

Berardi: As duas foram boas. Para compreender os problemas dos editores, precisamos (Giancarlo e Ivo) nos tornar editores. Agora entendo melhor. Assim como para compreender os problemas de um desenhista é preciso saber desenhar um pouco. Porque, assim, você pode discutir sobre determinado ponto de vista com o seu parceiro. Por isso, aconselho todo desenhista a escrever um pequeno roteiro a qualquer momento, para compreender a dificuldade da outra parte.
UHQ: Como é o seu método de roteiro?

Berardi: Primeiro escrevo os diálogos e os divido pelos quadros da página. Em seguida, faço o layout e, depois, a descrição de cada cena no computador. Só então mando por e-mail para o desenhista, que não vê os meus esboços. Dias depois, ele vai me mandar o layout dele já com o meu roteiro aplicado. Então, sugiro alterações e reenvio. O próximo passo é o desenhista me mandar a página a lápis e, em seguida, a pagina finalizada. Eu controlo todo o processo, para manter o estilo da série.

UHQ: Voltando ao roteiro: ele só vai para o desenhista quando está concluído?

Berardi: Não. Mando dez, quinze paginas por vez. O desenhista também não pode saber o final da minha história, como se desenvolve a trama. Assim, ele fica mais interessado. Ele não precisa saber se o personagem é bom ou mau.

UHQ: Você faz com os desenhistas o que faz com os leitores...

Berardi: O desenhista é meu primeiro leitor. Ou melhor, o segundo, pois o primeiro sou eu mesmo.

UHQ: Como é o seu trabalho com Maurizio Mantero, que colabora com seus roteiros desde KEN PARKER?

Berardi: Bem, primeiramente conto para ele a história. As histórias publicadas são sempre minhas, o argumento, a sinopse. Depois, ele escreve os diálogos e me manda por e-mail. Eu leio, controlo, reescrevo, ajusto, refaço, coloco o que acho necessário e lhe mando de novo. Maurizio também usa o esquema de layout. Só depois desses ajustes é que seguimos adiante com o trabalho.

UHQ: Ele é o seu melhor colaborador de texto?

Berardi: Ah, Lorenzo Calza (que ajuda Berardi em Júlia) também é um grande roteirista. É um jovem de 36 anos e trabalha comigo a sete ou oito, era um garoto quando começou, assim como Mantero...




Layout de Berardi, com a colaboração de Mantero, para uma página de PÁLIDAS SOMBRAS e a magnífica arte de Milazzo.

Maurizio Mantero nasceu em Gênova, em 12 de junho de 1954. Trabalha com Berardi deste 1979. É roteirista (KEN PARKER, Zona X, Júlia), colorista (KP Collana West e Wellcome to Springville, da mesma série), desenhista (JP4, Zodiaco, Icarus, Papillonia, Magic Patrol) e jornalista.

Lorenzo Calza é natural de Piacenza (02/11/1970), colabora com Berardi nos roteiros de Júlia desde 1998. Compositor, é vocalista de um grupo de rock: Dazed.


Foto: Berardi durante workshop de roteiro - 5º FIQ (Universo HQ).

Ilustrações: Livro KEN PARKER Lungo Fucile, de Gisello Puddu e Mauro Giordani (Editoriale Mercury).


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8 de maio de 2008

Berardi, roteiros com arte!

Giancarlo Berardi desenha. Desenha e muito bem. Sendo assim, Giancarlo Berardi não escreve roteiros, mas realiza o layout de cada uma de suas páginas, detalhadamente. Planos, enquadramentos, luz e sombra... Berardi vai além da simples indicação da dimensão e distribuição dos quadrinhos na prancha, o que facilita a vida de qualquer desenhista, mesmo de um gênio chamado Ivo Milazzo.




  • Arte de Goran Parlov, para HORAS DE ANGÚSTIA - KP Magazine 03 (set/1992).

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7 de maio de 2008

De quebra, um desenho de Milazzo.

O número 11 da KEN PARKER Magazine (Parker Editore) chega às bancas em julho-agosto de 1993 e, além de uma capa belíssima (utilizada pela Mythos Editora em seu encardenado nº 2), traz um brinde mais que espetacular para os fãs italianos: um pôster de Rifle Comprido medindo 39 X 26 cm, ilustração inédita de Ivo Milazzo, onde nosso scout, furioso, investe contra um inimigo desconhecido.

Item de colecionador, hoje em dia, é extremamente raro de se encontrar, principalmente junto com a edição.






Quando do lançamento do seu número 00 (DOSSIER), especial de apresentação da série KEN PARKER Magazine, a editora também lançou um pôster em maiores proporções (98 X 68 cm), reprodução da aquarela de Milazzo para a capa da edição. Na época, comercializado por L.15000.


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4 de maio de 2008

KEN PARKER ou Jeremiah Johnson?

Natural de Milão (1969), Beniamino Delvecchio, diplomou-se pela Academia de Belas Artes de Brera. Inúmeros são seus trabalhos: Bad Moon, Zona X, Lazarus Ledd, Tokae (magnífica minissérie que explora a temática indígena ), Diabolik e Than Dai, o índio branco. É dele o desenho abaixo, um KEN PARKER que lembra (e muito) o herói de Sydney Pollack.

  • Extraído do livro KEN PARKER Lunfo Fucile, de Gisello Puddu e Mauro Giordani (Editoriale Mercury S.R.L.).
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3 de maio de 2008

Pedrito, El Drito, só na Collana West!

Já citamos essa curiosidade na postagem de 27/01/2008, O KEN PARKER de Milazzo e Trevisan, mas, agora, trazemos imagens. Como é do conhecimento de todos que acompanham nosso trabalho, a série Collana West, apresentada no formato magazine (22 X 28 cm), teve suas páginas remontadas por Maurizio Mantero, duas em uma. Assim, o seu número 12, HOMENS, ANIMAIS E HERÓIS, em sua primeira página apresenta um quadrinho na sua íntegra, onde se pode ver o xerife Pedrito, El Drito, uma homenagem de Berardi e Milazzo à Antonio Terenghi, desenhista italiano e a sua maior criação. Nas demais edições, devido ao formato bonelliano, esse quadrinho foi mutilado, vejam, a seguir, as duas composições:



  • Antonio Terenghi nasceu em 31 de outubro de 1921, em Alano di Piave, província de Belluno, Itália e iniciou sua carreira no mundo dos fumetti como letrista. Criou várias personagens, entre elas, Poldino e Poldo, Nuto, o astuto, Ademaro, o corsário, Nita, Tarzanetto, Teddy Sberla, um repórter e suas desavenças com seu editor. Mas é Pedrito, el drito, com seus longos bigodes, capazes de servir uma dose de whisky ou jogar uma partida de pôquer, sua obra-prima. Considerado um dos quadrinhos mais populares da Itália, Pedrito é uma sátira ao clássico xerife hollywoodiano e, provavelmente, o primeiro representante do oeste-espaguete. Vive em Tapioca City, com sua mulher, Paquita. Na foto, Terenghi e Pedrito.

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2 de maio de 2008

O breve KEN PARKER de Parlov

Antes de Nick Rider, do texone A Última Fronteira e do sucesso com Mágico Vento, personagens da Sergio Bonelli Editore (SBE), Goran Parlov, teve uma rápida e conturbada passagem pelo Estúdio IEMME, ligado à Parker Editore, onde desenhou as primeiras 50 páginas da história HORAS DE ANGÚSTIA, publicada nos números 03 a 05 da KEN PARKER Magazine (concluíram o episódio Pasquale Frisenda, Giuseppe Barbati, Massimo Bertoloti e Milazzo).

Artista croata, nascido em 24 de março de 1967, na cidade de Pola e formado pela Academia de Belas Artes de Zagreb, capital da Croácia, Parlov traz em seu estilo forte influência de Jean Giraud, Moebius, famoso criador de Blueberry.

  • HORAS DE ANGÚSTIA foi publicada no Brasil pela Mythos Editora, KP 02 e 03 (out e nov/2000).
João Guilherme

1 de maio de 2008

UMA QUEDA ÀS AVESSAS!!


Considerada pelos críticos e fãs como uma das melhores histórias de KEN PARKER, GREVE (KP 58/1ª série), apresenta várias peculiaridades: É a edição que detém o recorde de maior atraso de toda a série, distribuída em abril de 1984, exatos sete meses após O SICÁRIO (ago-set/1983); sua capa, magnífica, é inspirada na obra de Giuseppe Pellizza da Volpedo, Il Quarto Stato (ver postagem de 13/01/2008); Berardi comunica aos leitores o cancelamento do título em suas páginas e nelas nosso herói se torna um fora-da-lei.

Mas há outra curiosidade que marca essa aventura, desta vez um acidente em sua reedição na KP Serie Oro: sua página 45 invertida. O erro, no entanto, chega a ter um efeito espetacular e é capaz de passar desapercebido por um leitor (ou editor) desatento, considerando a ausência de texto. A edição do CLUQ também traz a página (número 47) espelhada.

A seguir, na ordem, a página da Editoriale Cepim (correta), a invertida (Parker Editore) e a montagem para a KP Collana West.








João Guilherme